
sábado, 27 de junho de 2009
REFLEXÕES DE UMA MENINA

domingo, 31 de maio de 2009
OS ANJOS MORREM PRIMEIRO

domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
HERANÇA SENTIMENTAL
Existem alguns amoresque tivemos e que já resolvemos
há muito, que aparecem de vez enquando
em nossos gestos cotidianos.
Como bolinhas de sabão, deixam na
gente a sensação de alegria,
uma coceirinha de lembranças vividas.
Não são saudades,
são a nossa herança sentimental.
Foto: José d' Almeida & Maria Flores
AFASTAMENTOS...

Que contém o presente que já foi futuro
E será passado.
Meu tempo é todo tempo do mundo.
Tateio.
E a um só tempo vivo,
Bebo da fonte prodigiosa
Diversa da tua, tão descuidada.
Deixa o tempo lá fora,
Ou me deixa no tempo de ir...
sábado, 28 de março de 2009

A Felicidade, desesperadamente
André Comte-Sponville
O texto que segue é a transcrição, revista e corrigida pelo autor, da conferência-debate pronunciada por André Comte-Sponville no dia 18 de outubro de 1999, no âmbito dos Lundis Philo (Segundas-feiras de Filosofia), no Piano’cktail, em Bouguenais (44340).
Vou falar, então, da felicidade... Confesso que, diante de tal tema, estou dividido entre dois sentimentos opostos. Primeiro, o sentimento da evidência, da banalidade mesmo: porque a felicidade, quase por definição, interessa a todo o mundo (lembrem-se de Pascal: “Todos os homens procuram ser felizes; isso não tem exceção... E esse o motivo de todas as ações de todos os homens, inclusive dos que vão se enforcar...”), e deveria interessar ainda mais ao filosofo. Tradicionalmente, historicamente, desde que os gregos inventaram a palavra e a coisa philosophia, todos sabem que a felicidade faz parte dos objetos privilegiados da reflexão filosófica, que é até um dos mais importantes e dos mais constantes. Vejam Sócrates ou Platão, Aristóteles ou Epicuro, Spinoza ou Kant, Diderot ou Alain... “Não é verdade que nós, homens, desejamos todos ser felizes?” A busca da felicidade é a coisa mais bem distribuída do mundo.
No entanto, ao mesmo tempo que esse sentimento de evidência ou de banalidade, tenho também o de certa singularidade, certa solidão, para não dizer de certa audácia: esse tema, que pertence desde há tanto à tradição filosófica, a maioria dos filósofos contemporâneos – digamos, os que dominaram a segunda metade do século XX – tinha quase completamente esquecido, como se de repente a felicidade houvesse deixado de ser um problema filosófico. Foi o que surpreendeu meus colegas, quando publiquei meu primeiro livro, o Traité du désespoir et de la béatitude... Parecia-lhes que eu reatava com velhas noções – a de felicidade, a da sabedoria... – que lhes soavam obsoletas, arcaicas, superadas, que eu filosofava, foi o que me disse na época meu ex-professor do curso preparatório para a École Normale Supérieure, como já não se fazia “havia séculos”, acrescentara ele, eu nunca soube se era um elogio ou uma crítica, “como já não se ousa fazer...” Em suma, eu estava com alguns séculos de atraso, e não deixaram de me chamar a atenção para isso... Serão quase sempre os mesmos que, alguns anos depois, me acusaram de seguir a onda (que onda? A da sabedoria, da filosofia antiga ou à antiga, da ética, da felicidade...). não mudei muito, porém, nem eles. O público é que mudou, e tanto melhor se eu tiver alguma coisa a ver com isso. Meu primeiro livro apareceu em 1984: parecia então, de fato, que eu estava com vários séculos de atraso... Depois veio o sucesso, pouco a pouco, e compreendi que eu estivera uns dez anos adiantado. Não me gabo. O que são dez anos para a filosofia? Mas também não tenho por que me envergonhar. A verdade é que o passado da filosofia está sempre diante de nós, que nunca terminaremos de explorá-lo, de compreendê-lo, de tentar prolongá-lo... E que foi por não ter medo de parecer superado ou atrasado que talvez, às vezes, eu tenha estado um pouco adiantado...
O fato é que meu ponto de partida, em filosofia, foi reatar com essa velha questão grega e filosófica, a questão da felicidade, da vida boa, da sabedoria. Não por gosto de remar contra a correnteza, mas porque eu tinha vontade de fazer filosofia como a faziam os mestres que eu apreciava e admirava, apesar de alguns deles terem morrido haviam vários séculos: os gregos primeiro, é claro, mas também Montaigne ou Descartes, Spinoza ou Alain... Nesse caminho, aliás, havia pelo menos um contemporâneo que me precedera: Marcel Conche. Depois outro, que, sem o seguir pessoalmente, me incentivava a explorá-lo: Louis Althusser. Segui o exemplo ou o conselho deles. Subi muito a montanha, na história da filosofia, para tentar avançar um pouco. Não tinha escolha: não teria podido filosofar de outro modo.
Em suma, quis reatar não apenas com a etimologia, que não passa de um pequeno aspecto da questão, mas com essa tradição filosófica que faz que a Philosophia, como diziam os gregos, seja, etimológica e conceitualmente, o amor à sabedoria, a busca da sabedoria, sabedoria que se reconhece de fato, para quem a atinge e segundo a quase totalidade dos autores, por uma certa qualidade de felicidade. Se a filosofia não nos ajuda a ser felizes, ou a ser menos infelizes, para que serve a filosofia?
O filósofo que mais me marcou, durante todos os meus anos de estudo, mais ainda que Spinoza, mais ainda que Marx ou Althusser, foi sem dúvida Epicuro, que descobri no curso preparatório e a quem mais tarde consagrei minha dissertação de mestrado. Fiz logo minha a belíssima definição que ele dava da filosofia. Lembrem-se da primeira aula de filosofia que vocês tiveram, vocês que chegaram ao último ano do segundo ciclo... Há uma pergunta que os professores de filosofia fazem quase inevitavelmente no colegial (eu próprio fui professor de filosofia por vários anos) na primeira aula do ano, no início do mês de setembro. É preciso explicar a adolescentes que nunca estudaram filosofia o que ela é, em outras palavras, o que eles vão estudar, à razão de oito, cinco ou três horas por semana, conforme o curso, durante todo um ano; o que é essa nova disciplina – nova para eles! – que se chama desde há tanto tempo filosofia... Contaram-me que um colega, na primeira aula do ano, à pergunta “O que é a filosofia?” respondia: “A filosofia é uma coisa extraordinária. Faz vinte anos que ensino e continuo sem saber o que é!” Se fosse verdade, eu acharia muito mais inquietante do que extraordinário. O que poderia valer uma disciplina intelectual que não fosse capaz nem sequer de se definir? Mas não creio que seja assim. A verdade é que é perfeitamente possível responder à pergunta “O que é a filosofia?” e até mesmo de várias maneiras diferentes – essa pluralidade mesma já é filosófica. Quanto a mim, adorei a resposta que Epicuro dava a essa pergunta. Ela assume devidamente a forma de uma definição: “A filosofia é uma atividade que, por discursos e raciocínios, nos proporciona uma vida feliz”. Gosto de tudo nessa definição. Gosto em primeiro lugar de que a filosofia seja uma “atividade”, energeia, e não apenas um sistema, uma especulação ou uma contemplação. Gosto de que ela seja feita por “discursos e raciocínios”, e não por visões, bons sentimentos ou êxtase. Gosto enfim de que ela nos proporcione “uma vida feliz”, e não apenas o saber e, menos ainda, o poder... Ou, em todo caso, de que ela tenda a nos proporcionar uma vida feliz. Porque, se eu tinha uma reserva a fazer, e tenho, a essa bela definição de Epicuro, é que não estou convencido de que tenhamos, nós, modernos, os meios de assumir o belo otimismo grego ou a bela confiança grega. Onde Epicuro escrevia que “a filosofia é uma atividade que, por discursos e raciocínios, nos proporciona uma vida feliz”, eu diria antes, mais modestamente, “que tende a nos proporcionar uma vida feliz”. Fora essa reserva, a definição, que data de vinte e três séculos atrás e que me ilumina já há quase trinta anos, continua me convindo. O que á a filosofia? Para dizê-lo com palavras que sejam minhas (mas vocês verão que minha definição está calcada na de Epicuro), responderei: a filosofia é uma prática discursiva (ela procede “por discursos e raciocínios”) que tem a vida por objeto, a razão por meio e a felicidade por fim. Trata-se de melhor para viver melhor.
A felicidade é a meta da filosofia. Ou, mais exatamente, a meta da filosofia é a sabedoria, portanto a felicidade – já que, mais uma vez, uma das idéias mais aceitas em toda a tradição filosófica, especialmente na tradição grega, é que se reconhece a sabedoria pela felicidade, em todo caso por certo tipo de felicidade. Porque, se o sábio é feliz, não é de uma maneira qualquer nem a um preço qualquer. Se a sabedoria é uma felicidade, não é uma felicidade qualquer! Não é, por exemplo, uma felicidade obtida à custa de drogas, ilusões ou diversões. Imaginem que nossos médicos inventem, nos anos futuros – alguns dizem que já inventaram, mas, tranquilizem-se, ainda há muito o que esperar –, um novo remédio, uma espécie de ansiolítico e antidepressivo absoluto, que seria ao mesmo tempo um tônico e um euforizante: a pílula da felicidade. Uma pilulazinha azul, cor-de-rosa ou verde, que bastaria tomar todas as manhãs para se sentir permanentemente (sem nenhum efeito secundário, sem viciar, sem dependência) num estado de completo bem-estar, de completa felicidade... Não digo que nos recusaríamos a experimentá-la, nem às vezes, quando a vida está mesmo muito difícil, até a usá-la com certa regularidade... Mas digo que quase todos nós nos recusaríamos a nos satisfazer com ela e que, em todo caso, nos recusaríamos de chamar de sabedoria essa felicidade que deveríamos a um remédio. A mesma coisa vale, claro, para uma felicidade que proviesse apenas de um sistema eficaz de ilusões, mentiras ou esquecimentos. Porque a felicidade que queremos, a felicidade que os gregos chamavam de sabedoria, aquela que é a meta da filosofia, é uma felicidade que não se obtém por meio de drogas, mentiras, ilusões, diversão, no sentido pascaliano do tempo; é uma felicidade que se obteria em certa relação com a verdade: uma verdadeira felicidade ou uma felicidade verdadeira.
O que é a sabedoria? É a felicidade na verdade, ou “a alegria que nasce da verdade”. Esta é a expressão que Santo Agostinho utiliza para definir a beatitude, a vida verdadeiramente feliz, em oposição a nossas pequenas felicidades, sempre mais ou menos factícias ou ilusórias. Sou sensível ao fato de que é a mesma palavra beatitude que Spinoza retomará, bem mais tarde, para designar a felicidade do sábio, a felicidade que não é a recompensa da virtude mas a própria virtude... a beatitude é a felicidade do sábio, em oposição às felicidades que nós, que não somos sábios, conhecemos comumente, ou, digamos, às nossas aparências de felicidade, que às vezes são alimentadas por drogas ou álcoois, muitas vezes por ilusões, diversão ou má-fé. Pequenas mentiras, pequenos derivativos, remedinhos, estimulantezinhos... Não sejamos severos demais. Nem sempre podemos dispensá-los. Mas a sabedoria é outra coisa. A sabedoria seria a felicidade na verdade.
A sabedoria? É uma felicidade verdadeira ou uma verdade feliz. Não façamos disso um absoluto, porém. Podemos ser mais ou menos sábios, do mesmo modo que podemos ser mais ou menos loucos. Digamos que a sabedoria aponta para uma direção: a do máximo de felicidade no máximo de lucidez.
Portanto a felicidade é a meta da filosofia. Para que serve filosofar? Serve para ser feliz, para ser mais feliz. Mas, se a felicidade é a meta da filosofia, não é sua norma. O que entendo por isso? A meta de uma atividade é aquilo a que ela tende; sua norma é aquilo a que ela se submete. Quando digo que a felicidade é a meta da filosofia mas não sua norma, quero dizer que não é porque uma idéia me faz feliz que devo pensá-la – porque muitas ilusões confortáveis me tornariam mais facilmente feliz do que várias verdades desagradáveis que conheço. Se devo pensar uma idéia, não é porque ela me faz feliz (senão a filosofia não passaria de uma versão sofisticada, e sofística, do método Coué: trata-se de pensar “positivo”, como se diz, em outras palavras ludibriar-se). Não, se devo pensar uma idéia é porque ela me parece verdadeira. A felicidade é a meta da filosofia mas não é a sua norma, porque a norma da filosofia é a verdade, pelo menos a verdade possível (porque nunca a conhecemos por inteiro, nem absolutamente, nem com total certeza), o que chamaria de bom grado, corrigindo Spinoza por Montaigne, a norma da idéia verdadeira dada ou possível. Trata-se de pensar não o que me torna feliz, mas o que me parece verdadeiro – e fica a meu encargo tentar encontrar, diante dessa verdade, seja ela triste ou angustiante, o máximo de felicidade possível. a felicidade é a meta; a verdade é o caminho ou a norma. Isso significa que, se o filósofo puder optar entre uma verdade e uma felicidade – felizmente, o problema nem sempre se coloca nesses termos, só às vezes –, se o filósofo puder entre uma verdade e uma felicidade, ele só será filósofo, ou só será digno de sê-lo, se optar pela verdade. Mais vale uma verdadeira tristeza do que uma falsa alegria.
Sobre este último ponto, nem todo o mundo estará de acordo. Sem dúvida vários de vocês, na sala, estarão se dizendo que, pensando bem, entre uma verdadeira tristeza e uma falsa alegria, vocês prefeririam a falsa alegria... Vários, mas não todos. Pois bem: dispomos aqui de uma excelente pedra de toque, para saber quem é filósofo na alma e quem não é. Toda definição de filosofia já acarreta uma filosofia. Do meu ponto de vista, só é verdadeiramente filósofo quem ama a felicidade, como todo mundo, mas ama mais ainda a verdade – só é filósofo quem prefere uma verdadeira tristeza a uma falsa alegria. Nesse sentido, muitos são filósofos sem ser profissionais da filosofia, e é melhor assim; e alguns são profissionais ou professores de filosofia sem que por isso sejam filósofos, e azar o deles.
O essencial é não mentir, e antes de mais nada não se mentir. Não se mentir sobre a vida, sobre nós mesmos, sobre a felicidade. E é porque eu gostaria de não mentir que adotei o projeto que se segue. Num primeiro tempo, tentarei compreender por que não somos felizes, ou tão pouco, ou tão mal, ou tão raramente: é o que chamarei de a felicidade malograda (no original, bonheur manqué), ou as armadilhas da esperança. Num segundo tempo, a fim de tentar sair dessa armadilha, exporei uma crítica da esperança, desembocando no que chamarei de a felicidade em ato. Enfim, num terceiro tempo, que poderia se chamar a felicidade desesperadamente, terminarei evocando o que poderia ser uma sabedoria do desespero, num sentido que especificarei e que seria também uma sabedoria da felicidade, da ação e do amor.
André Comte-Sponville – A FELICIDADE DESESPERADAMENTE –
Tradução de Eduardo Brandão – Martins Fontes Editora, São Paulo, 2001
sexta-feira, 13 de março de 2009
OS SINOS

quinta-feira, 12 de março de 2009

Em algum lugar destas terras, há um doce olhar só para você...Um olhar especial, de alguém especial de distantes origens...Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida,que sorri porque ama plenamente sem julgamentos,preconceitos, nem distinções.Hoje, como ontem, longe desses céus,há um encantado olhar só para você...e nesse olhar vai para você a magia da luz,a simplicidade do perdão,a força para comungar uma vida.Hoje, de algum lugar dentro de você,alguém que já o amou muito, e ainda o ama,diz para você que valeu a pena ter estado nestas terras,sob estes céus, falando de paz, união, amor, perdão.Poder sentir a força que faz você sorrire continuar o caminho...que um dia aquele doce olhar iniciou para você.Tudo isso, só para você saber que a vida continua...E que a morte, é uma viagem.
"Aqueles que amamos nunca morrem; apenas partem antes de nós."
quarta-feira, 4 de março de 2009
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ao olhar te nos olhos
Farei minha promessa!
Seguirei te pelo vale das trevas,
Então segurarei tuas mãos quando o medo vir
E mesmo quando for escuridão,
Caminharei contigo...
Prometo nunca fazer te chorar
E se um dia eu o fizer... Perdoa-me!
Não sou perfeita!
E quando me chamar pelo nome
Irei correndo ao teu encontro...
Então me chama!
E quando tudo for solidão
Grite, grite bem alto, que daqui ouvirei tua voz,
E responderei: não estás só!
Quando disserem lhe que não vales nada
Feche os olhos e ouça a vozinha que diz:
- Você é o tesouro mais raro!
Quando tudo parecer perdido,
E o mundo desabar...
Olhe para o lado, e lá estarei para ajudar a reconstruí-lo!
Nas batalhas contra os inimigos
Serei o soldadinho raso para defender-te!
Estarei na linha do fronte contigo!
E se fores ferido,
Então ajudarei a limpar tuas feridas...
Não prometo cicatriza-las, mas pelo menos amenizá-las...
Nas noites perturbadoras, onde o desespero e o medo tomarem conta de ti,
Chegarei de mansinho, tocarei de leve teu rosto,
Enxugarei tuas lágrimas...
E ali ficaremos sentados,
Apenas olhando para teto.
Não precisa dizer me nada... Teu silêncio já me diz...
Prometo não me separar de ti!
Mesmo que o tempo ainda não nos ajude
Ou mesmo tente nos afastar,
Teu nome estará escrito em minha vida,
E aonde quer que eu vá
Levarei você em meu pensamento!
E quando não conseguir mais caminhar,
Então estarei ao teu lado para ajudar-te a voar...
Essa é minha promessa de amizade eterna!
Ana Paula Quiterio
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

No mundo das celebridades, há sempre aquelas de temperamento explosivo. Mas no reino das estrelas, o termo “explodir” é levado às últimas conseqüências. Mesmo que para isso o astro tenha que ser realmente grande. E na vida de uma estrela de verdade, tamanho é documento.
Eta Carina é talvez o exemplo mais dramático em toda galáxia. Setenta vezes mais pesada que o Sol, seu curioso nome faz alusão a constelação a qual pertence, Carina, e a sétima letra do alfabeto grego, eta, designação que serve para indicar que o astro não é exatamente um campeão de brilho.
Mas nem sempre foi assim. Em 1843 essa estrela brilhava tanto quanto Sírius, a mais luminosa do céu, com o agravante de que Sírius está a somente 8,6 anos-luz da Terra, enquanto Eta Carina fica a 7.500 anos-luz.
Supernova
Tanta energia equivale a potência de uma supernova – o nome dado a uma estrela de grande massa que estoura por inteiro, do centro até a superfície, arremessando com violência suas camadas mais externas pelo espaço.
A energia dessa explosão é tão grande que sua luz pode superar uma galáxia inteira! A estrela chama a atenção para si, mas não por muito tempo. Ao súbito aumento de brilho se segue um enfraquecimento, e o que sobra é uma massa gasosa que se infla lentamente.
Mas lá, bem no centro daquilo que um dia foi uma estrela orgulhosa de seu tamanho, ainda fica um astro compacto, com míseros dez quilômetros de diâmetro, porém incrivelmente denso – ou então um buraco negro, um objeto infinitamente mais denso e menor, cuja força de gravidade é tão intensa que nem a luz escapa.
Mas não foi isso que aconteceu a Eta Carina. Não se sabe como, mas essa estrela sobreviveu a própria explosão. Duas enormes conchas de poeira surgiram, com matéria suficiente para formar mil planetas iguais aos do Sistema Solar. Uma estrutura em forma de ampulheta que fica 600 quilômetros maior a cada segundo.
Duas caras
Mas os astrônomos não acreditam que Eta Carina explodiu de fato. Eles chamam o evento de 1843 de a “grande erupção”. Notaram também que depois daquele ano ela foi enfraquecendo lentamente, até que em meados do século XX voltou a aumentar de brilho – mas só um pouquinho.
Hoje é visível a olho nu somente em noites sem luar, longe dos centros urbanos. Ainda assim melhor que há 50 anos, quando era preciso um telescópio. E como para toda celebridade que se preze, não faltam especulações sobre a natureza de sua variabilidade.

PARA ENCONTRAR ETA CARINA você deve olhar na direção do Cruzeiro do Sul, constelação que pode ser vista antes da meia-noite nos meses de abril e maio, no Brasil. Como sugere a figura, ao lado do Cruzeiro você verá duas estrelas brilhantes do Centauro. Elas são popularmente conhecidas como as “Guardas do Cruzeiro”. Trace uma linha imaginária que sai de Alfa do Centauro (que por acaso é a estrela mais próxima do Sol) e passa por Alfa do Cruzeiro (cujo nome é Acrux) até encontrar a nebulosa de Carina. Daí você precisará de um bom binóculo e uma noite límpida, sem poluição luminosa, para vislumbrar uma das estrelas mais poderosas da galáxia.
Já se acreditou que Eta Carina era uma supernova lenta, preguiçosa até mesmo para explodir. Ou simplesmente uma estrela “comum” (um pouco acima do peso, é verdade) com instabilidades atmosféricas – uma espécie de pressão alta que levaria a ataques perigosos.
Mas foi um astrônomo brasileiro quem sugeriu que Eta Carina teria uma companheira quente. As interações com ela seriam responsáveis pelas mudanças de brilho. Mas não pelas grandes erupções, que ainda são um mistério. É como se Eta Carina tivesse dupla personalidade.
Esperando a vez
A natureza dupla de Eta Carina não é mais uma suposição. Embora, pelo que sabemos de estrelas tão grandes, ela nem deveria existir – mas existe. Ou não mais. Como sua luz nos fornece uma imagem de 7.500 anos atrás, Eta Carina já pode ter explodido e só saberemos quando o brilho dessa explosão chegar aqui.
E que brilho... Se um dia observamos Eta Carina como supernova, estima-se que sua luz será tão intensa a ponto de aparecer em pleno dia, e a noite suficientemente luminosa para se ler um livro.
A Lua ficaria envergonhada – e seria muito bom que ficasse nisso. É que uma estrela assim tão massiva também pode se transformar em hipernova, um evento muito mais energético e que, pela distância de Eta Carina, pode afetar a Terra de algum modo.
Mas o que podemos fazer se a mau humor dessa estrela realmente se voltar contra nós no futuro? Absolutamente nada. Se tiver de acontecer, assim será. Assim como algumas grandes personalidades da Terra não caíram sozinhas, a estrela mais luminosa da galáxia pode guardar seu último suspiro para seus admiradores. E não há como deixar de admirá-la também por isso.
* EU ESPERO ESTAR VIVA PARA VER ESSE ESPETÁCULO.
*_* *_* *_*
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ontem achei um lugar que ainda não tinha ido.
Um lugar escondido dentro do meu coração. Escuro, úmido e cheirando a mofo. Lugar onde se escondem meus mais sórdidos e belos sentimentos.
Doeu saber que eles estavam ali acuados, como cães esfomeados que nunca receberam um prato de carinho.
"Não, não me maltrate, por favor", disse um deles quando tentei colocar minha mão sobre uma ferida aberta que jorrava sangue e pús.
Quando pergunto quem os colocou ali, sou atacado pela fúria de olhares que apontam minha direção.
Aos poucos sinto cada gota de esperança ser sugada de dentro das minhas veias por vampiros que surgem das sombras envoltos em aureas máscaras de desejo.
Desfaleço inerte num pesadelo de sons, luzes, cheiros e toques.
Acordo agonizante, numa cama vazia de sentimento mas cheia de lembranças de um dia que eu não devia ter vivido.
:-((
domingo, 15 de fevereiro de 2009

Um passarinho me contou...
Um passarinho azul.... passou por aqui e me falou de um alguém sempre tão presente,para o qual a distância nada quer dizer.
Falou-me de alguém para quem meu sorriso é item imprescindível na cesta básica de sua alegria.
Alguém que divide comigo o pranto das horas difíceis, a felicidade da descoberta, as horas de insônia, as aflições, os problemas.
Mas também as conquistas, as vitórias, as gargalhadas.
O passarinho falou-me de alguém muito especial, que sonha meus sonhos, e dá vida às minhas certezas...
Sempre o primeiro a chegar, sempre o último a sair.
Alguém para emprestar um pouco de brilho ao meu dia e uma brisa suave ao meu verão.
Falou de alguém que me completa, me enriquece, me escuta, me reanima e para o qual vai sempre meu melhor desejo, pensamento, sorriso...
O pássaro disse que a esse alguém eu chamo de ... AMIGO!!!
E ele continuou...
Mas estarei sempre por perto!!!
♥Posso até não te dizer:
*bom-dia...
*boa-tarde...
*boa-noite...
Mas nunca te direi ADEUS!!!
Sabes porquê???
Porque os verdadeiros amigos nunca se esquecem...E vocês estarão sempre no meu coração!!!
(desconheco a autoria)
Tu, que tão bem entendes meu sentir,
Sem que preciso seja o quanto falo,
Quando entre Anjos decidiste vir,
Já bem sabias ouvir o que calo.
Mesmo distante, tu comigo estás
Nestes momentos meus que tu conheces,
Sempre presente ... mesmo que te vás ...
Também presente estás nas minhas preces.
Busquemos juntos o lugar da Paz,
Que eu tanto quero ... e que tu mereces!
Abençoemos os momentos difíceis... pois eles nos mostram os nossos Amigos...
(Silvia Schmidt)
